Currículo

 

Currículo

 

Sempre me senti à vontade como ilustrador e não foi à toa que acabei membro da Sociedade dos Ilustradores do Brasil. Minha formação como designer, no entanto, permitiu-me entender o desenho e a ilustração, como ferramentas ou atributos de algo maior, de um projeto maior. O Desenho, como um meio de planejar, de expor as ideias e materializar projetos. Muito mais que o ato de desenhar, encanta-me o desenho em si, sua variedade de aplicações.

Ocupo uma posição diferente dos ilustradores assim chamados de artistas gráficos ou autorais. Sou um designer que ilustra, um comunicador visual, cujo trabalho é direcionado para um público, atendendo às demandas de um cliente. Isso me trouxe, a cada desafio, resultados diversificados.

Fico um pouco desconfortável com o rótulo de artista, no entanto tudo aquilo em meu trabalho que se poderia dizer "mais artístico", acredito ter ficado mais interessante. Tudo aquilo cujo briefing me deu mais liberdade.

Este espaço reúne parte desse meu trabalho de quase três décadas.

Convido todos a navegar e conhecer.

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1987

Bacharel em Desenho Industrial pela Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro;

1991 - 1993

Orientador de Oficinas de Desenho de Observação pelo método da Professora Betty Edwards, "Drawing on the Right Side of the Brain" (Desenhando com o Lado Direito do Cérebro), no Centro de Estudos e Produções Sapiens e na Faculdade da Cidade;

1995 - 1996

Instrutor de Cursos Livres de Computação Gráfica no Centro de Formação Profissional de Artes Gráficas SENAI do Rio de Janeiro sob a direção do Supervisor Técnico Carlos Fernando Barros;

1999 - 2000

Professor das disciplinas de Desenho I e II, na Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro;

2000 - 2002

Coordenador de Design da equipe responsável pela apresentação do Projeto da Nova Exposição do Museu Nacional, convênio estabelecido entre o CNPq e o Museu Nacional / UFRJ. Esta equipe desenvolveu um projeto de revitalização para a instituição, considerando a restauração e modernização de seu histórico palácio e da apropriada conservação e exposição de seu acervo. Para isto, foi criado, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, um escritório técnico e científico que contou com uma equipe multidisciplinar de designers, arquitetos, biólogos e antropólogos com coordenação geral do Professor Luiz Fernando Duarte, então Diretor do Museu Nacional;

2003 - 2008

Instrutor de Cursos Livres de Computação Gráfica no Centro de Formação Profissional de Artes Gráficas SENAI do Rio de Janeiro;

2004 - 2005

Professor das disciplinas de Desenho I e II, na Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro;

2004 - 2014

Supervisor de Estágio e Professor das disciplina de Desenho, Ilustração Científica e Ilustração Editorial, no Curso de Artes Visuais da Faculdade Pestalozzi;

2005

Ilustrador SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil, participando como expositor em 8 edições do IlustraBrasil!, exposição coletiva da entidade, entre 2006 e 2013, além da edição internacional “IlustraBrazil!”, na China, também atuando como membro da curadoria da exposição, nas edições que se realizaram na Cidade do Rio de Janeiro, em 2010, 2011 e 2012.

2006

Conclusão do Programa de Preparação Pedagógica para Profissionais de Áreas Técnicas e Tecnológicas pelo SENAI-RJ;

2007

Licenciatura em Artes pela AVM, Cândido Mendes;

2008 - 2009

Professor das disciplinas de Desenho I e II, na Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro;

2008 - 2015

Professor das disciplinas de Desenho, Projeto de Identidade Visual, Projeto de Embalagens e dos Projetos Integradores, no Curso Técnico de Comunicação Visual, Centro de Formação Profissional de Artes Gráficas SENAI, Rio de Janeiro;

2010 - 2015

Professor da disciplina de Percepção Visual e Projeto Gráfico, no curso de Pós‐Graduação em Ilustração e Design da Faculdade Maria Thereza;

2016

Criador, juntamente com o Anima Mundi, e orientador do Ateliê de Desenho Anima Mundi.

carlosmachado@centroin.com.br

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O lápis foi minha primeira paixão. Um de carpinteiro usado que ganhei do meu pai. Era desses de duas pontas, uma vermelha, outra azul.

 
 
 

Começava a fase “vermelho e azul”. Casas, árvores, carros, aviões no céu e os navios no mar. O mundo em duas cores. Costumo ter recaídas.

 
 
 

Não tive experiência mais intensa que ser pai. Não que todos devam ter filhos. Claro que não! Eu pouco imaginei que teria. Creio que existam outras até mais reveladoras, apenas não as conheci. Outra vivência capaz de nos religar ao passado e, de modo irresistível, nos levar a rever tudo.

 
 
 

Tenho muitas coleções. Todas repletas de histórias que pontuaram várias etapas da minha vida. Aproximaram-me de muita gente e trouxeram-me muitos amigos. As miniaturas estão entre os itens mais atraentes.

 
 
 

Contam histórias de quando seus "desenhos" serviam a outros propósitos.

 
 
 

Algo em suas produções, as tornam ainda mais valiosas. Quem as desenhou? Que tecnologias, ferramentas e materiais definiram suas formas?

 
 
 

A natureza, aquela das enciclopédias e documentários, sempre me fascinou. Nos subúrbios do Rio, dos 60 e 70, convivi com uma bem menos selvagem, mas tão exuberante em minha imaginação. Dos jardins domésticos até a Quinta da Boa Vista, passando pela Floresta da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, nas férias.

 
 
 

E aí, caminhando pelas ruas da sua cidade, você se dá conta de que a natureza insisti em fazer parte do “nosso” mundo. Apesar de nosso descaso, segue companheira, nos surpreendendo com seus muitos modos de existir. Talvez isso explique o tanto que trabalhei com instituições científicas e ambientalistas.

 
 
 

Uma cidade como o Rio de Janeiro não é fácil de entender. Fico, em minhas caminhadas por esses vários bairros em que morei, procurando a minha cidade.

 
 
 

Mas o que é a cidade senão aquilo que você imagina sobre seus desenhos.

 
 
 

São as referências das quais você não quer desistir? Quem é o monstro? A cidade, através de seus marcos, nos cativa, nos prende em sua mitologia.

 
 
 

"Fico pensando nessa gente toda que deu tanto a cara a tapa pelo o que acreditava, pelo o que eu e você ainda acreditamos, pelo o que somos."

Pois é! Devo muito a essas pessoas e a sua música.

 
 
 

Tenho uma relação muito afetiva com os objetos. Tanto do aspecto material quanto daquilo que podem nos lembrar. São balizas, resgatam episódios da vida, restituindo pessoas, lugares, rotinas, enfim, nossas relacões.

 
 
 

Assim, vivemos entre lembranças. A cada objeto adquirido, perdido ou criado, seguimos atualizando, renovando nossas identidades...

 
 
 

Sem nos perdermos, por menos querido que algum momento tenha sido. 

 
 
 

Seguimos assim, nos misturando a tudo. Aproveitando ao máximo as oportunidades que essa vida nos proporciona.